Polícia identifica um dos suspeitos de estupro coletivo contra jovem de 16 anos


Atualização: na noite desta quinta-feira, dia 26/05, o Jornal Nacional noticiou que pelo menos quatro homens que participaram do estupro coletivo já foram identificados. Dentre eles há um homem de 41 anos de idade que já foi funcionário da TV Globo (e atualmente não faz mais parte do quadro de funcionários da emissora). Confira as informações atualizadas sobre o caso.

Um vídeo divulgado nas redes sociais esta semana mostra o quanto o ser humano pode ser perverso e inconsequente. Uma jovem de 16 anos foi vítima de um estupro coletivo cometido por um grupo de 30 homens ou mais. O crime ocorreu na última sexta-feira e foi divulgado nesta segunda-feira (25) através de um perfil no Twitter. Depois disso muitas outras pessoas utilizaram as redes sociais para compartilhar as imagens.

As autoridades foram acionadas e o crime já é investigado pela Delegacia de Repressão de Crimes de Informática e também pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Uma das pessoas que assistiu ao vídeo foi a avó da menina de 16 anos. A senhora revelou que o vídeo é chocante “O vídeo é chocante, eu assisti. Ela está completamente desligada”. A menina teria sido estuprada até perder os sentidos e ficar completamente desacordada. Ainda assim os homens continuaram com os abusos e ainda divulgaram as imagens na internet.

Homens divulgam vídeo de suposto estupro coletivo e chocam redes sociais - Foto: Reprodução

Homens divulgam vídeo de suposto estupro coletivo e chocam redes sociais – Foto: Reprodução

Alessando Thies, delegado da DRCI – Delegacia de Repressão de Crimes de Informática do RJ está investigando o caso e pede aos cidadãos que tiverem informações que possam auxiliar na identificação dos outros homens que participaram do abuso sexual da jovem, que entrem em contato através de seu e-mail alessandrothiers@pcivil.rj.gov.br e ajudem a identificar os envolvidos.

Após ser acolhida pela família, a menina de 16 anos foi levada a um hospital público para realizar exames e vai tomar o coquetel anti-hiv, prática comum em vítimas de estupro. A menina já tem um filho de 3 anos de idade e segundo informações da própria família ela é usuária de drogas e some de casa com frequência sem dar notícias. Segundo a avó da garota, ela vai para comunidades desde que tinha 13 anos de idade e, muitas vezes, passa dias sem dar notícias. Ainda segundo a avó, a garota é usuária de drogas há cerca de quatro anos. No entanto, segundo ela, nunca recebeu notícias de que a neta tenha sido vítima de outros abusos. A jovem é mãe de um menino de 3 anos.

Muitos usuários de redes sociais também podem ser punidos caso seja comprovado que estejam divulgando as imagens fortes ou publicando comentários ofensivos à vítima. O MPRJ altera que ao compartilhar fotografias e vídeos íntimos de pessoas é crime e pode trazer consequências legais. Há neste caso o agravante de a vítima ser menor de idade e estar sendo vítima de um estupro. O crime está previsto no Código Penal Brasileiro.

O assunto está sendo acompanhado pelo CDDH – Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e exige rapidez na apuração e identificação dos responsáveis para que possam ser punidos pelos crimes cometidos.

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