Prefeitura do Rio lança programas de distribuição de ingressos


Faltando 100 dias para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, a Prefeitura do Rio lança programas de distribuição de ingressos e faz balanço das ações que tornam a cidade mais acessível e inclusiva.

Rio de Janeiro, 30 de maio de 2016 – A 100 dias dos Jogos Paralímpicos de 2016, o Rio de Janeiro é uma cidade mais acessível do que aquela que, em outubro de 2009, ganhou o direito de receber os maiores eventos esportivos do planeta. Um legado de inclusão já pode ser experimentado pela população que usa os BRTs, mora em ruas beneficiadas pelo programa Bairro Maravilha, frequenta os novos espaços de lazer da Região Portuária, visita pontos turísticos que ganharam rotas acessíveis e anda nos arredores de instalações esportivas, como o Sambódromo e o Maracanã. Além das melhorias na infraestrutura sob a perspectiva da acessibilidade, a Prefeitura do Rio está capacitando 1.500 profissionais de transporte, saúde, turismo e ordenamento urbano para trabalharem diretamente no atendimento ao público com necessidades especiais. Para que os cariocas possam viver ainda mais a emoção dos Jogos em sua cidade, a prefeitura aproveita a reta final da contagem regressiva paralímpica para lançar programas de engajamento que distribuirão 547 mil ingressos para servidores municipais, alunos da rede de ensino e usuários de entidades de atendimento a pessoas com deficiência.

Pelo programa Ingresso Carioca, servidores municipais poderão participar enviando até o dia 13 de junho, por meio do Carioca Digital, fotos e mensagens relacionados aos Jogos Rio 2016 e que selecionadas para posterior publicação no Instagram do programa. Serão 64.524 pares de ingressos para os Jogos Paralímpicos e quase 4 mil para os Olímpicos. A regras para participar da disputa estão no www.ingressocarioca.rio.

Para os alunos da rede municipal de ensino poderem ver de perto ídolos do esporte mundial e testemunharem recordes e medalhas, o programa Aluno Rio 2016 vai dar 196 mil pares de ingressos (177 mil para as paralimpíadas e 19 mil para as olimpíadas) para estudantes do 1º ao 9º ano que alcançaram conceitos MB, B e R na avaliação do 1º bimestre.

Através do programa Ingresso Para Todos, aqueles que são atendidos com comprovada frequência pelos seis Centros de Referência da Pessoa com Deficiência e por instituições parceiras da secretaria municipal da Pessoa com Deficiência também ganharão um par de ingressos. Para o programa foram disponibilizados 8.500 pares de ingressos para os Jogos Paralímpicos e 500 para os Olímpicos.

Para garantir a mobilidade e minimizar o impacto dos Jogos Paralímpicos no dia a dia da cidade, a prefeitura manterá faixas exclusivas para a circulação de veículos credenciados e restrição de circulação de caminhões.

Muito além do esporte: cultura para todos durante os Jogos Paralímpicos

Cerca de 4.500 atletas paralímpicos estarão no Rio lutando por medalhas, mas as atrações na cidade vão muito além das competições esportivas. A prefeitura, através das secretarias de Cultura, Turismo e da Pessoa com Deficiência, vai transformar as praças da cidade em palcos a céu aberto e elas serão integradas aos teatros municipais em programas, atividades e apresentações de diferentes manifestações culturais que tenham como tema as questões relacionadas às pessoas com deficiência e/ou apresentadas por grupos compostos grupos compostos pelo segmento. Os live sites do Porto e de Madureira estarão abertos todos os dias com programação até a meia-noite. Casas Temáticas de países como Alemanha, Suíça, México, Japão e Colômbia serão abertas ao público durante todo o período dos Jogos Paralímpicos, com atrações típicas e intercâmbio cultural.

Nos dias 27 e 28 de agosto, pelo projeto Praça Para Todos, quatro praças e parques da cidade terão atividades circenses, recreativas e experimentações de esportes adaptados (como basquete cadeira de rodas, bocha, golbal) em um grande esquenta para o início dos Jogos Paralímpicos. Os locais escolhidos são o Parque Madureira, Aterro do Flamengo, Praça Niterói (Tijuca) e Praça do Trem (Estádio Olímpico). De 23 de agosto a 6 de setembro, o Ciranda Cultural Inclusiva vai envolver os teatros municipais e o UniCirco da Quinta da Boa Vista com apresentações gratuitas de dança, teatro, circo e coral, além de exposições de pinturas de artistas com deficiência. Isso sem falar no programa Circuito Cultural que promoverá até setembro mais de 700 atividades culturais ao redor da cidade – 46 somente em setembro, durante o período paralímpico. Um dos destaques da programação é o Wheelchair Festival, evento universal e multicultural que utiliza a cadeira de rodas como instrumento de conexão entre diferentes culturas, artes e estilos de vida.

Fora das instalações esportivas, uma cidade mais inclusiva

Os principais cartões postais do Rio estão ao alcance de todos. Lançado em setembro de 2015, o projeto Rotas Acessíveis adaptou lugares como Jardim Botânico, Vista Chinesa e a Mesa do Imperador. Até agosto, serão finalizadas as obras no Corcovado, Cinelândia e Pão de Açúcar. As intervenções incluem 6.000m² de pavimento em concreto, nivelamento de vias e calçadas, instalação de rampas e piso tátil, adequação de vagas de estacionamento e pontos de ônibus, além da retirada de interferências no passeio (como fradinhos e bancos).

Na revitalizada região do Porto, foram criados 300 mil m² de áreas de lazer (o equivalente a 28 campos de futebol) totalmente acessíveis e com o Museu do Amanhã, que possui versão adaptada de seu conteúdo para pessoas com deficiência visual. Só através do Porto Maravilha foram instaladas 442 rampas na região. O Parque Madureira é outro exemplo de inclusão e acessibilidade com seus pisos e mapas táteis, sinalização adequada, rampas e passarelas acessíveis e playground infantil com brinquedos adaptados.

Reflexos do legado dos Jogos Paralímpicos também estão nas 2.600 ruas dos 59 bairros atendidos pelas ações de urbanização e acessibilidade do projeto Bairro Maravilha, que teve investimento de R$ 2 bilhões em obras que incluem alargamento e nivelamento de calçadas e instalação de rampas de acessibilidade e piso tátil. Além disso, a prefeitura instalou 350 rampas e 150 passagens rebaixadas em calçadas em corredores de grande circulação nas proximidades das instalações olímpicas, e implantou 10 academias de ginástica ao ar livre com equipamentos inclusivos em locais como Maracanã, Aterro do Flamengo e Parque Madureira.

Na área de mobilidade, os novos modais de transporte também foram idealizados para proporcionar conforto e segurança às pessoas com deficiência. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) terá estações com rampas suaves e antiderrapantes, plataforma com piso tátil, espaço para cadeirantes e estações e veículos com painéis de mensagens e sonorização. Nos BRTs Transoeste, Transcarioca e Transolímpica, as estações têm rampas de acesso, piso tátil e catraca específica para pessoas com deficiência. Os veículos param no mesmo nível das estações, têm piso antiderrapante, sinalização sonora e visual e espaço para cadeirantes. Outra ação foi a ampliação da frota de táxis acessíveis, que hoje conta com 92 veículos.

Dentro das Arenas, espaço para todos

Coração dos Jogos de 2016, o Parque Olímpico foi todo concebido dentro dos critérios mais rigorosos de acessibilidade. O local, que receberá nove modalidades paralímpicas (basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de 5, golbol, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas), contou com um sistema rigoroso de monitoramento, testes com protótipos e escolhas específicas de materiais desde a elaboração do projeto até a execução das obras. Na arquitetura das novas arenas esportivas, uma característica comum: amplos acessos em nível direto ou por meio de rampas suaves. Nelas, há espaços para cães-guia e pessoas em cadeira de rodas nas arquibancadas, assim como assentos destinados a obesos, cegos e com mobilidade reduzida. Os assentos acessíveis foram distribuídos em vários níveis e setores para garantir conforto, segurança e autonomia. Além disso, existem áreas específicas de resgate para pessoas em cadeira de rodas nas arenas, para garantir a segurança quando as rotas de fuga incluírem escadas.

As áreas comuns e as instalações esportivas do Parque Olímpico incluem rotas acessíveis – com distâncias, rampas e inclinações ideais –, elevadores, guias de balizamento, guarda-corpos e corrimãos adequados aos requerimentos voltados às pessoas com deficiência, além de banheiros adaptados, comunicação e sinalização tátil. Os critérios de acessibilidade foram seguidos inclusive nas arenas temporárias. Um bom exemplo é a Arena do Futuro, que após os Jogos será desmontada e transformada em quatro escolas municipais, cada uma com capacidade para 500 alunos. Os materiais utilizados na construção serão reaproveitados para a construção das escolas acessíveis, com rampas, banheiros adaptados e piso tátil.

No Complexo Esportivo de Deodoro, que receberá quatro modalidades paralímpicas (tiro esportivo, hipismo, esgrima e futebol de 7), as instalações contam com pisos antiderrapantes, sinalização em braile, banheiros adaptados com botão de segurança e escadas com faixas de contraste visual para pessoas com baixa visão. As obras do entorno das instalações seguem os padrões dos programas Bairro Maravilha e Asfalto Liso e incluem 300 mil m² de novo asfaltamento, 54 mil m² de calçadas e 115 rampas de acessibilidade.

Estádio Olímpico, Riocentro, Sambódromo, Estádio de Remo da Lagoa e Maracanã são outros exemplos de instalações acessíveis. No entorno do Maracanã, 2 mil m² de passeios e calçadas passaram por requalificação na época da Copa do Mundo. Nos arredores do Engenhão, 132 mil m² de calçadas estão sendo reformadas com a criação de 241 rampas e quatro travessias elevadas. São 36 vias do entorno com nova pavimentação de calçadas, faixas de rolamento e realinhamento de meios-fios, que serão entregues até o fim de junho.

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