Suspeitos de participar de estupro coletivo continuam livres


Apesar de a polícia já ter identificado pelo menos 4 suspeitos de terem participado do estupro coletivo da jovem de 16 anos ocorrida no Morro do Jordão, na região da Praça Seca, até o momento a Polícia Civil ainda não pediu a prisão preventiva de nenhum deles. O fato persiste até mesmo após os policiais terem realizado uma operação na região e terem localizado no Morro São José Operário a casa onde ocorreu a violência sexual contra a menina. A residência já foi periciada para identificar elementos que comprovem o crime, como por exemplo, marcas de sangue e fluídos corporais da vítima e dos suspeitos.

Manifestações exigem punição contra os 33 estupradores de menina

No Rio de Janeiro e em São Paulo, manifestantes ligados aos direitos humanos realizaram uma série de atos de protesto cobrando das autoridades punixão exemplar aos envolvidos neste crime bárbaro e também para alertar à sociedade sobre a banalização do estupro de meninas e mulheres, que ocorre todos os dias no Rio de Janeiro e no Brasil inteiro.

Imprensa internacional dá destaque ao caso de estupro coletivo ocorrido no Rio

Faltando apenas 70 dias para o início dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Rio de Janeiro passou a ser centro das atenções da imprensa internacional e o crime bárbaro praticado contra esta jovem de 16 anos causaou um grande impacto negativo para a imagem do Brasil e do Rio no exterior. Até mesmo a ONU chegou a se pronunciar cobrando das autoridades brasileiras que faça punição exemplar dos culpados pelo crime e também pedindo que o Brasil implante políticas públicas para proteger as mulheres, que são vítimas contantes deste tipo de crimes.

Por que os identificados pelo estupro coletivo ainda não foram presos?

Apesar de a Polícia Civil já ter identificado pelo menos 4 suspeitos de terem participado do crime e de terem divulgado as imagens na internet, até o momento a prisão preventiva de nenhum deles foi pedida. O Secretário Estadual de Segurança Pública, José Mariana Beltrame, explicou que ainda falta “detalhe jurídico” para que os jovens criminosos sejam presos. Como já foi realizada a perícia no imóvel identificado como sendo o “abatedouro” (como os próprios jovens chamaram) é possível que os policiais já tenham em mãos os detalhes jurídicos aos quais o secretário de segurança se refere.

Imagens mostram menina segurando pistolas e fuzis

Complicando ainda mais a vida da menina que foi vítima de estupro e está muito abalada com o fato, há um fato novo que está tirando o sono da família da jovem. Um vídeo contendo diversas imagens de uma menina adolescente posando para fotos com pistolas e fuzis e fazendo sinais de apologia a uma facção criminosa que atua na cidade estão sendo vinculadas à menina de 16 anos que foi vítima do estupro coletivo. A Delegacia de Repressão de Crimes de Informática (DRCI) já está apurando a origem das imagens para identificar quem está publicando este conteúdo na internet. Além das imagens, o vídeo tenta justificar o ocorrido com um áudio que diz que foi a jovem quem procurou pelo ato sexual com vários homens que estavam no local. O fato é que mesmo se a menina mostrada nas imagens for a vítima do estupro, não há justificativa para o que ocorreu. Se de fato é a menina que aparece fazendo apologia ao crime e portando armas é algo que a polícia precisa apurar e investigar separadamente e punir, se for cabível, já que posse de armas e apologia ao crime também são passíveis de punição.

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