Vacinação de cães e gatos em Copacabana


Atividade faz parte da campanha Rio sem Raiva e acontece em dois locais do bairro

Hoje, dia 2, equipes de zoonoses da Vigilância Sanitária estarão vacinando cães e gatos em Copacabana, no horário das 9h às 15h. Serão dois pontos de vacinação, que ficarão na Praça Eugênio Jardim (esquina com Miguel Lemos) e na Rua Almirante Gonçalves (esquina com Nossa Senhora de Copacabana). Os técnicos do órgão também estarão orientando a população sobre o que fazer ao se deparar com morcegos, muito comuns na região devido à arborização.

A campanha Rio Sem Raiva começou no dia 2 de maio e vai até o final de dezembro, a fim de manter a doença controlada no município. Ela terá duas etapas: a primeira, com ações itinerantes em bairros e comunidades. A Vigilância Sanitária alerta para a importância de os moradores não deixarem de levar seus animais de estimação para imunizar. A vacinação é gratuita. As vacinas são repassadas pelo Ministério da Saúde, responsável pela aquisição.

Sobre os morcegos, a atitude correta ao se deparar com um caído no chão é isolar o animal com uma caixa de papelão e acionar a equipe de zoonoses, por meio da central de atendimento 1746. Os morcegos são considerados de grande importância ecológica, uma vez que auxiliam no controle de insetos noturnos, tanto em áreas rurais quanto urbanas, mas, se infectados pelo vírus da raiva, podem transmitir a doença a outros mamíferos. Eles fazem parte da fauna brasileira e, portanto, são protegidos pela Lei Federal 9.605/98 (lei do Meio Ambiente). Sua perseguição, caça ou destruição são consideradas crimes.

Os cães que serão vacinados em Copacabana deverão estar com coleira e guia e os gatos em sacolas de pano ou em gaiolas apropriadas. Animais com temperamento agressivo devem estar com focinheira. Sintomas como dores no local vacinado, febre e comportamento mais quieto do animal podem ocorrer por até 36h após a aplicação.

A segunda etapa da campanha Rio Sem Raiva, que é a vacinação anual em pontos espalhados por toda a cidade, tem previsão para começar no segundo semestre. Mas a Vigilância Sanitária também conta com dois postos permanentes de vacinação, que ficam no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na Avenida Bartolomeu Gusmão, 1120, em São Cristóvão; e no Instituto de Vigilância e Fiscalização Sanitária em Zoonoses Paulo Dacorso Filho, no Largo do Bodegão, 150, em Santa Cruz

A raiva é uma zoonose viral e todos os mamíferos estão suscetíveis, podendo transmiti-la. No homem, a doença compromete o sistema nervoso, sendo incurável e com índice de letalidade próximo a 100%. A raiva está controlada no município do Rio, que não apresenta registro de caso em humanos há mais de 25 anos, mas ainda oferece risco à população, pois a cidade conta com um número alto de morcegos, cachorros e gatos, principais transmissores do vírus. A vacinação dos animais domésticos é a única maneira de manter a doença sob controle.

Caso uma pessoa seja mordida por um desses animais, deve lavar o local machucado imediatamente, com água e sabão. Deve a seguir procurar a unidade de saúde mais próxima, onde receberá os primeiros cuidados e será encaminhada para um dos pólos de profilaxia da raiva. Se possível, isolar o cão ou o gato por dez dias, para observar há a manifestação de sintomas, e informar se tem dono e o endereço onde habita. No caso de morcegos, ligar para a central de atendimento 1746.

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