Vigilância Sanitária do RJ amplia atendimento de Esporotricose


O número de demandas nas unidades de zoonoses e medicina veterinária aumentou

Esporotricose - Foto: Luiz Souza / Subúrbio RJ

Esporotricose – Foto: Luiz Souza / Subúrbio RJ

A Vigilância Sanitária ampliou o atendimento a casos de esporotricose nas unidades de zoonoses e medicina veterinária, para atender o aumento da demanda, provocado pela campanha contra a doença que atinge gatos e outros animais. Um sinal de conscientização dos donos dos animais, já que há tratamento para os contaminados e cura, se for diagnosticado em fase inicial.

Somente no mês de agosto foram atendidos 764 animais, sendo 507 no Insituto de Zoonoses Paulo Dacorso Filho – IPDF – e 257 no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman – IJV –, o que representa 69% dos casos atendidos até julho de 2015, que somam 1107 animais.

Mesmo com o aumento de atendimento, a esporotricose ainda é pouco conhecida pela população. Por isso, nesta quarta, dia 30, médicos veterinários das unidades sairão às ruas para orientar a população sobre a doença e o tratamento. Os profissionais estarão num estande montado no Centro Administrativo da Prefeitura, de 10h às 15h, distribuindo material educativo e conversando com os freqüentadores do local.

Para atender a esse aumento da demanda, foi implantado o serviço de atendimento veterinário no IPDF, já que antes de agosto era feito somente no IJV. No instituto de zoonoses havia apenas a distribuição de medicamentos, com a apresentação da receita, e a identificação da suspeita da doença em animais abandonados. Hoje, as duas unidades contam com um serviço de atendimento veterinário gratuito e exclusivo para esporotricose, que consiste no exame do animal, encaminhamento de material para análise em laboratório, fornecimento do medicamento, orientação para o tratamento em casa, castração e monitoramento para o dono do animal não esquecer as datas de retorno às unidades. Além dos animais levados pelos donos, as unidades também tratam daqueles abandonados nas ruas.

A esporotricose é um tipo grave de fungo que ataca gatos, em sua maioria, e é transmitida para os humanos, provocando lesões graves na pele. A contaminação ocorre através do contato das garras do animal com material orgânico em decomposição contaminado, como cascas de árvores, palhas, farpas, espinhos e o solo. Com o fungo instalado, o gato transmite a doença através de arranhões, mordidas e contato direto com a pele lesionada.

No gato, a doença pode ser mortal; nos seres humanos, tem cura, mas pode provocar lesões gravíssimas na pele. Nos animais, devem ser observados alguns sinais, como feridas no rosto e nos membros. As feridas são profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam progredir para o resto do corpo. A perda de apetite, apatia, emagrecimento, espirros e secreção nasal também são manifestações da doença. Nos seres humanos, a manifestação começa com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente, aparecem nas mãos, nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de pequenos nódulos ou feridas. Também podem aparecer dores nas articulações e febre.

O risco de morte nos gatos diminui se a doença for diagnosticada no início. Portanto, o ideal é procurar um veterinário assim que houver algum sinal, principalmente no focinho. O IPDF e a IJV atendem esses casos. O endereço do instituto de zoonoses é Largo do Bodegão, 150 – Santa Cruz; a unidade de medicina veterinária fica na Av. Bartolomeu de Gusmão, 1.120 – São Cristóvão.

A Vigilância Sanitária também alerta para o aparecimento de feridas em cachorros, que apresentam um número baixo de contaminação. Caso a lesão seja observada na pele humana, é necessário ir a uma unidade municipal de saúde. O órgão reforça que a doença tem cura e tratamento gratuito, e que não se deve abandonar animais com suspeita da doença. Além de ser ilegal, o abandono pode provocar a transmissão para outros animais. Também é importante ressaltar que, caso o animal venha a óbito, a destinação sanitária adequada é a cremação. Se o animal for enterrado, o solo pode ser contaminado.

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